Jogos Vorazes – Hunger Games

A proposta de Suzanne Collins é interessante dentro de uma categoria já trabalhada a exaustão, afinal são publicadas distopias futuristas desde o início do século passado. O mote do livro é simples: No país de Panem que surgiu da antiga América do Norte há, atualmente, doze distritos desde ricos a paupérrimos que são controlados com mãos de ferro pelo distrito líder, Capital… Como mais do mesmo há opressão aos direitos individuais, a liberdade de expressão, a história é alterada e a propaganda vendo um país sem problemas que não reflete a realidade.

Inicialmente nesse país havia 13 distritos, mas o 13º distrito liderou uma rebelião e por isso foi obliterado e para sempre serem lembrados do poderio da Capital é realizado todos os anos os Jogos Vorazes, uma imposição bárbara sobre os outros distritos que devem enviar um casal para a morte quase certa, ondem devem enfrentar os outros distritos e somente um sobreviverá. Esse é o mesmo mote do livro/mangá japonês Battle Royal, onde um regime totalitário no Japão obriga jovens a se enfrentarem matando uns aos outros em uma ilha no chamado “O Programa”.

Há duas diferenças principais se essas histórias forem comparadas, Battle Royal é narrado em terceira pessoa e Jogos Vorazes na primeira, não tenho preferências ou preconceitos quanto a estilos de narração desde que sejam bem feitos… Susanne Collins era roteirista da Nickelodeon, percebe-se isso pela forma como ela narra, pobre. Há milhares de fanfictions de gente mais jovem com métodos de narração muito melhores do que o dela. A segunda diferença é que a autora de Jogos Vorazes nos joga milhares de dramas e conteúdo emocional logo nas primeiras páginas e eles são muito interessantes, você fica curioso com vontade de conhecer melhor as histórias dos personagens só que… Não há, ela não as explora, não as aprofunda e são amplamente desperdiçadas!

Enquanto em Battle Royal a profundidade da história pessoal de cada personagem, e são muitos, explorada separadamente e de tal forma que você acaba gostando e se interessando por todos eles mesmo no mangá! Enquanto Collins, talvez com pressa de contar a sua história se apressa e o ritmo fica muito rápido deixando a impressão de que falta coisas a serem contadas… Até agora me parece que faltou paciência a autora para contar a sua história.

Não há como negar, porém, que conforme a história avança ela vai se torando mais densa e se percebe o amadurecimento da autora em relação a própria história, o que revela uma escrita linear. Os atos dos personagens passam a ter consequências e a morte avança pelo jogo tomando amigos e inimigos, e todos invariavelmente se humanizam no momento do fim.

Para finalizar o livro acaba que prende e cumpre o seu papel de relatar os “Jogos Vorazes”, mas deixa inúmeras pontas desamarradas e fica a dúvida do verdadeiro impacto dos jogos nos personagens principais.

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